Ainda não chegou o Inverno, mas já me sinto a fazer um balanço daquilo que foi mais um ciclo da minha vida.. No fim do próximo ciclo estarei com cerca de 10000 dias de vida.. E se nos balanços anteriores acabava por me focar no que tinha acontecido no respectivo ciclo, devo dizer que desta vez me sinto mais focado no ciclo que aí vem.. O que não quer dizer que não tenha uma boa noção do que foi este ultimo ano.. Quando começou, a expectativa era demasiado baixa.. Mas o que é certo é que acabo com a sensação de que até foi um ano com nota positiva, apesar dos aspectos muito negativos que o rechearam.. E por incrível que pareça, pela primeira vez sinto que não o devo em nada a mim próprio, mas sim aos meus amigos na sua totalidade!!
Quero destacar uma lição que aprendi ao longo deste ano, e sobre a qual voltarei a falar mais tarde: não é o que te acontece que importa, mas sim o que acontece em ti......
"Hall Of The Dead" dos Isis.. Finalmente vieram cá!! E que album excelente este Wavering Radiant!! Não posso deixar de mencionar a participação do Adam jones nesta faixa no album.. Aqui fica uma prestação ao vivo..
Lyrics
"Red lights
Stone walls
Rise above our heads
Golden sun
Ray of light
across the room
The sun makes its way in
Destined to wake
You're in my
sight again
Faithful guide
of vanity
Here we stand
among no others
From within
hall of the dead
Makes them going through
the room with white lights
Push forward
Lifeless body at the sign
lay around us
listening above us
Over our heads
they all lay
listening
lifted above us
We must be this band
Of the needy king
Don't look back, press on"
quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009
quinta-feira, 26 de Novembro de 2009
Spiral Door #22
Está escuro e quase bates no chão..
Mas há um candeeiro na esquina da rua..
O céu brilha por cima de ti..
Por isso esqueces e manténs o teu ritmo..
Em corrida..
Como se não interessasse..
Por um minuto..
Talvez mais..
Como o vento é apenas uma onda..
A rebentar no teu cabelo..
Os teus pés apenas um padrão..
Colados somente por um momento..
Separados no momento seguinte..
Pensar não será bom..
Seria atingir-te na retaguarda com a vergonha e a excitação..
Porque amas um pensamento fútil..
Que odiou tanto a ti como os teus amigos..
Murmurando-te a tua culpa incerta..
E ripostas pela retaguarda rápida e carinhosamente..
Mas nunca fazes sentido..
As tentativas só gastaram tempo..
É mentira dizer que é fácil..
Preferes correr o risco de fugir..
Pensando depressa demais para poder olhar em volta..
Recuperas o fôlego..
Páras por um segundo..
Todas as casas do quarteirão cansadas..
Com todos a dormir..
Diminuindo..
Mas tu continuas..
A correr..
Com toda a roupa a pesar deploravelmente..
Apenas está frio por baixo da minha pele..
És estúpido por fazeres isso..
E as luzes suspensas na tua crueldade e inconveniência..
Viajarias se não estivesses a correr..
Mas tu vais seguindo mais rápido do que te consegues mover..
Vendo as estrelas, presas ao céu..
Pisaste todos os relvados ao longo dos quilómetros percorridos..
Andando dos dois lados da estrada..
Embora isso não importe..
Para alguém.. Talvez mais..
Porque pensas neles como segmentos..
Que talvez tenhas de te forçar a ouvir..
A partir de dentro do teu pobre cativeiro..
São mais..
Mas nenhum é..
Voluntariamente continuo..
Em corrida..
E é apenas sobrevivência gratuita..
É apenas um caminho aberto..
É apenas conduzir de noite..
Mas mais rápido do que pensavas ser capaz..
A correr no concreto..
Com uma visão constantemente presente..
Em corrida mais rápida do que o céu brilhante..
Preso ali.. Gelado..
Mas há um candeeiro na esquina da rua..
O céu brilha por cima de ti..
Por isso esqueces e manténs o teu ritmo..
Em corrida..
Como se não interessasse..
Por um minuto..
Talvez mais..
Como o vento é apenas uma onda..
A rebentar no teu cabelo..
Os teus pés apenas um padrão..
Colados somente por um momento..
Separados no momento seguinte..
Pensar não será bom..
Seria atingir-te na retaguarda com a vergonha e a excitação..
Porque amas um pensamento fútil..
Que odiou tanto a ti como os teus amigos..
Murmurando-te a tua culpa incerta..
E ripostas pela retaguarda rápida e carinhosamente..
Mas nunca fazes sentido..
As tentativas só gastaram tempo..
É mentira dizer que é fácil..
Preferes correr o risco de fugir..
Pensando depressa demais para poder olhar em volta..
Recuperas o fôlego..
Páras por um segundo..
Todas as casas do quarteirão cansadas..
Com todos a dormir..
Diminuindo..
Mas tu continuas..
A correr..
Com toda a roupa a pesar deploravelmente..
Apenas está frio por baixo da minha pele..
És estúpido por fazeres isso..
E as luzes suspensas na tua crueldade e inconveniência..
Viajarias se não estivesses a correr..
Mas tu vais seguindo mais rápido do que te consegues mover..
Vendo as estrelas, presas ao céu..
Pisaste todos os relvados ao longo dos quilómetros percorridos..
Andando dos dois lados da estrada..
Embora isso não importe..
Para alguém.. Talvez mais..
Porque pensas neles como segmentos..
Que talvez tenhas de te forçar a ouvir..
A partir de dentro do teu pobre cativeiro..
São mais..
Mas nenhum é..
Voluntariamente continuo..
Em corrida..
E é apenas sobrevivência gratuita..
É apenas um caminho aberto..
É apenas conduzir de noite..
Mas mais rápido do que pensavas ser capaz..
A correr no concreto..
Com uma visão constantemente presente..
Em corrida mais rápida do que o céu brilhante..
Preso ali.. Gelado..
terça-feira, 24 de Novembro de 2009
Spiral Door #21 (isto e aquilo)
O amor.. Quando jovens, agimos primeiro e só pensamos depois.. Como adultos, a tendência é para racionalizar tudo.. E assim se perde a 'inocência' da juventude.. Cada vez mais me apercebo da importância que essa 'inocência' tem no amor.. Fundamentalmente no amor 'eros' (έρως).. Não sendo um tipo de amor resumidamente sexual/sensual, configura também a contemplação da beleza da pessoa a quem se ama.. Com ele, a alma reconhece a beleza (sem ele, provavelmente não existe capacidade para o reconhecimento da beleza para lá da beleza física), bem como contribui para um entendimento de algo a que gosto de chamar 'transcendência'..
Ao observar o mundo que me rodeia, parece-me claro que a grande maioria dos seres humanos (mesmo quando jovens) não usufruem dessa 'inocência', perdendo assim a capacidade de viver/sentir este tipo de amor.. Não usufruem por escolha própria.. E é pena.. Eu aprendi a racionalizar tudo (mesmo os sentimentos, na medida do possível) bastante cedo na minha vida.. Contudo, nunca perdi a capacidade de desligar o 'botãozinho' da razão e deixar-me levar até sítios aos quais nunca teria ido.. Uma coisa é certa: nunca abdicarei dessa capacidade..
Conheci estes miúdos em Paredes de Coura deste ano.. A musica que me ocorre enquanto escrevo estas palavras chama-se "Sweet Disposition".. Os The Temper Trap parecem combinar neste momento todo o tema a que me refiro aqui – o amor e a 'inocência' da juventude..
E já agora, o vídeo de Coura..
Lyrics
"Never too soon
Oh, reckless abandon
Like no one's watching you
A moment
A love
A dream
Aloud
A kiss
A cry
Our rights
Our wrongs
A moment a love
A dream
Aloud
A moment a love
A dream
Aloud
So stay there
Cause I'll be coming over
And while our blood's still young
It's so young, it runs
And won't stop til it's over
Won't stop to surrender
Songs of desperation
I played them for you
A moment
A love
A dream
Aloud
A kiss
A cry
Our rights
Our wrongs
A moment a love
A dream
Aloud
A moment a love
A dream
Aloud
So stay there
'Cause I'll be coming over
And while our blood's still young
It's so young, it runs
And won't stop 'til it's over
Won't stop to surrender"
Ao observar o mundo que me rodeia, parece-me claro que a grande maioria dos seres humanos (mesmo quando jovens) não usufruem dessa 'inocência', perdendo assim a capacidade de viver/sentir este tipo de amor.. Não usufruem por escolha própria.. E é pena.. Eu aprendi a racionalizar tudo (mesmo os sentimentos, na medida do possível) bastante cedo na minha vida.. Contudo, nunca perdi a capacidade de desligar o 'botãozinho' da razão e deixar-me levar até sítios aos quais nunca teria ido.. Uma coisa é certa: nunca abdicarei dessa capacidade..
Conheci estes miúdos em Paredes de Coura deste ano.. A musica que me ocorre enquanto escrevo estas palavras chama-se "Sweet Disposition".. Os The Temper Trap parecem combinar neste momento todo o tema a que me refiro aqui – o amor e a 'inocência' da juventude..
E já agora, o vídeo de Coura..
Lyrics
"Never too soon
Oh, reckless abandon
Like no one's watching you
A moment
A love
A dream
Aloud
A kiss
A cry
Our rights
Our wrongs
A moment a love
A dream
Aloud
A moment a love
A dream
Aloud
So stay there
Cause I'll be coming over
And while our blood's still young
It's so young, it runs
And won't stop til it's over
Won't stop to surrender
Songs of desperation
I played them for you
A moment
A love
A dream
Aloud
A kiss
A cry
Our rights
Our wrongs
A moment a love
A dream
Aloud
A moment a love
A dream
Aloud
So stay there
'Cause I'll be coming over
And while our blood's still young
It's so young, it runs
And won't stop 'til it's over
Won't stop to surrender"
quarta-feira, 18 de Novembro de 2009
Spiral Door #21
O teu amor está na forma como te associas ao fumo do meu tabaco..
Como passas despercebida..
Está no teu leve arrastar de cabelo..
Entre o beijo que ri..
Está em cada parágrafo dormente..
Que juntos ditamos na pele..
O meu amor...
Esse está em cada fade out do nosso dormir..
Na longa estrada assente sobre a poeira da palma da tua mão!!
E a forma como o teu ombro assenta no sofá, à janela, é amor..
Mas o nosso amor..
Está..
É......
Como passas despercebida..
Está no teu leve arrastar de cabelo..
Entre o beijo que ri..
Está em cada parágrafo dormente..
Que juntos ditamos na pele..
O meu amor...
Esse está em cada fade out do nosso dormir..
Na longa estrada assente sobre a poeira da palma da tua mão!!
E a forma como o teu ombro assenta no sofá, à janela, é amor..
Mas o nosso amor..
Está..
É......
segunda-feira, 16 de Novembro de 2009
Spiral door #20 (isto e aquilo)
Tenho pensado bastante na Morte.. Deparo-me com a ideia de que a imortalidade será provavelmente o único objectivo da Vida.. E nesse caso, a imortalidade poderá ser atingida com o reconhecimento através da 'obra'/'trabalho' que eventualmente possamos ser capazes de fazer.. Sendo que apenas através disso me parece possível atingir a 'imortalidade' do único modo em que reconheço o termo como algo real – afectando a vida de alguém que nunca sequer chegamos a conhecer.. Em tempos diria que a forma como afectamos a vida de alguém que nos é próximo também seria uma forma de 'imortalidade', talvez a única capaz de ser alcançada por qualquer comum mortal.. Ultimamente essa corrente tem perdido alguma força.. Penso que fundamentalmente devido à constatação de que é uma 'imortalidade' condenada sobretudo à mortalidade da memória, bem como da física a que qualquer um de nós está intimamente ligado desde o dia em que nascemos.. Vivemos para morrer.. Facto!!
Ou então nada do que digo faz realmente sentido, e são apenas efeitos transversais de dias pouco coloridos..
A musica que me ocorre no actual momento é a "Walking In My Shoes" dos Depeche Mode.. Provavelmente a minha musica favorita desta enorme banda - das poucas de quem posso dizer que verdadeiramente sobreviveram aos anos 80!!
Aqui ficam os Depeche Mode, seguidos de uma versão a solo pelo Martin L. Gore que me parece fazer todo o sentido aparecer aqui.. Obrigado, Martin!!
Lyrics
"I would tell you about the things
They put me through
The pain I've been subjected to
But the Lord himself would blush
The countless feasts laid at my feet
Forbidden fruits for me to eat
But I think your pulse would start to rush
Now I'm not looking for absolution
Forgiveness for the things I do
But before you come to any conclusions
Try walking in my shoes
Try walking in my shoes
You'll stumble in my footsteps
Keep the same appointments I kept
If you try walking in my shoes
If you try walking in my shoes
Morality would frown upon
Decency look down upon
The scapegoat fate's made of me
But I promise now, my judge and jurors
My intentions couldn't have been purer
My case is easy to see
I'm not looking for a clearer conscience
Peace of mind after what I've been through
And before we talk of any repentance
Try walking in my shoes
Try walking in my shoes
You'll stumble in my footsteps
Keep the same appointments I kept
If you try walking in my shoes
If you try walking in my shoes
Try walking in my shoes
Now I'm not looking for absolution
Forgiveness for the things I do
But before you come to any conclusions
Try walking in my shoes
Try walking in my shoes
You'll stumble in my footsteps
Keep the same appointments I kept
If you try walking in my shoes
You'll stumble in my footsteps
Keep the same appointments I kept
If you try walking in my shoes
Try walking in my shoes
If you try walking in my shoes
Try walking in my shoes"
Ou então nada do que digo faz realmente sentido, e são apenas efeitos transversais de dias pouco coloridos..
A musica que me ocorre no actual momento é a "Walking In My Shoes" dos Depeche Mode.. Provavelmente a minha musica favorita desta enorme banda - das poucas de quem posso dizer que verdadeiramente sobreviveram aos anos 80!!
Aqui ficam os Depeche Mode, seguidos de uma versão a solo pelo Martin L. Gore que me parece fazer todo o sentido aparecer aqui.. Obrigado, Martin!!
Lyrics
"I would tell you about the things
They put me through
The pain I've been subjected to
But the Lord himself would blush
The countless feasts laid at my feet
Forbidden fruits for me to eat
But I think your pulse would start to rush
Now I'm not looking for absolution
Forgiveness for the things I do
But before you come to any conclusions
Try walking in my shoes
Try walking in my shoes
You'll stumble in my footsteps
Keep the same appointments I kept
If you try walking in my shoes
If you try walking in my shoes
Morality would frown upon
Decency look down upon
The scapegoat fate's made of me
But I promise now, my judge and jurors
My intentions couldn't have been purer
My case is easy to see
I'm not looking for a clearer conscience
Peace of mind after what I've been through
And before we talk of any repentance
Try walking in my shoes
Try walking in my shoes
You'll stumble in my footsteps
Keep the same appointments I kept
If you try walking in my shoes
If you try walking in my shoes
Try walking in my shoes
Now I'm not looking for absolution
Forgiveness for the things I do
But before you come to any conclusions
Try walking in my shoes
Try walking in my shoes
You'll stumble in my footsteps
Keep the same appointments I kept
If you try walking in my shoes
You'll stumble in my footsteps
Keep the same appointments I kept
If you try walking in my shoes
Try walking in my shoes
If you try walking in my shoes
Try walking in my shoes"
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